Dentistas do Brasil: quais são as condições de trabalho desses profissionais?

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Dentistas do Brasil: quais são as condições de trabalho desses profissionais?

Uma das carreiras mais procuradas por jovens estudantes é a de odontologia, que também possui uma concorrência a altura. Regulamentado desde 1966, o curso superior tem cinco anos de formação para se obter o registro profissional do Conselho Regional de Odontologia (CRO).

A média anual é de 15 mil novos dentistas inseridos no mercado de trabalho. Mesmo bastante concorrido, o campo ainda é promissor quando a avaliação é baseada em salário, carga horária, taxa de ocupação e cobertura previdenciária.

É senso comum entre os profissionais que a valorização de um dentista está diretamente ligada ao que ele oferece ao seu cliente. O que inclui bom atendimento, qualidade em todos os processos e satisfação final.

Nos grandes centros urbanos, o mercado odontológico está saturado, com inúmeros profissionais com consultórios e clínicas para diversos perfis de pacientes. Mas, nas cidades do interior, há falta de um profissional, inclusive especialista. As prefeituras dessas cidades chegam a oferecer salário diferenciado e benefícios, como forma de atrair dentistas para o local.

Alguns locais podem apresentar riscos para o dentista, por estarem suscetíveis à contaminação de doenças e à violência. E não é privilégio de cidades pequenas e distantes, mas também em grandes metrópoles, com nítida desigualdade social.

O Mercado de trabalho brasileiro

A grande maioria dos dentistas formados no Brasil deseja abrir seu próprio consultório. Mas esse processo requer investimento inicial e bons conhecimentos de gestão empresarial, além de um tempo para conseguir uma boa carteira de clientes.

Como a maior parte não tem recursos suficientes no começo, optam por trabalhar em clínicas particulares, sindicatos, convênios ou pelo SUS, onde recebem um salário fixo e ganham experiências. Há ainda as empresas privadas e públicas, que abrem vagas para dentistas internos, mas o mercado é mais restrito e seletivo. Em menor número, há os que optam pela carreira acadêmica e que, após um bom tempo de estudos, pode monitorar pesquisas e dar aulas.

Dentre as especializações, o ramo da estética vem ganhando cada vez mais espaço, pelo bem-estar e pela autoestima causada nos pacientes. Em seguida, há a ortodontia, a implantodontia, a periodontia, a restauração, a ortopediatria e as próteses.

A maior reclamação dos dentistas é sobre os convênios odontológicos. Embora tragam muitos clientes para o consultório, eles pagam um valor irrisório pelo tratamento, além de terem uma burocracia para liberar os procedimentos. Esse tipo de problema costuma ser mais mencionado pelos profissionais do que os causados pelo serviço público, que também não possui uma remuneração adequada e há postos de trabalho sem material adequado.

O piso salarial para dentistas de carteira assinada é de três salários-mínimos para até 20 horas semanais, segundo uma lei federal criada em 1961. Há também uma porcentagem de insalubridade, benefícios e gratificações. O Conselho Federal de Odontologia (CFO) disponibiliza uma tabela de referência para cobrança de honorários em diversos procedimentos.

A melhor formação de um dentista

Há inúmeras faculdades de odontologia no país, com diferentes níveis de qualidade e para escolher as melhores, é importante procurar referências de profissionais já formados e do MEC, por meio das colocações dos alunos nas provas finais. O futuro aluno deve pesquisar quais são os professores que trabalham nelas, sua experiência e o destaque no mercado.

Após a graduação, o cirurgião-dentista começa a identificar qual especialização o atrai mais, para que então opte pela pós-graduação e pelos cursos.

A pós-graduação hoje é tão necessária quanto a graduação, diante da concorrência que cada vez está mais preparada. Ela ajuda a diferenciar o profissional e quanto mais especialidades tiver, melhor as chances de uma carreira bem-sucedida. Inclusive com mestrado, doutorado e área de pesquisa.

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