Os grandes projetos médicos desenvolvidos pelas universidades

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O Brasil conta com universidades de medicina que são reconhecidas em todo o mundo, e dessas instituições de ensino saem grandes projetos médicos, que são inspiradores para qualquer tipo de clínica ou consultório de saúde. São diversos estudos e modalidades de projeto medicina premiados, todos os anos no país, pelas entidades mais importantes da saúde, que podem servir de base para que você desenvolva programas que aperfeiçoam e melhoram o atendimento em seu centro médico.

Sobretudo, os projetos de medicina premiados servem de exemplo aos profissionais da saúde que buscam, constantemente, pela criação de programas que melhorem o funcionamento de suas clínicas e consultórios. Por isso, é importante que você conheça diversas opções de projeto medicina, pois, dessa forma, você tem grandes inspirações para elaborar novos programas dentro do seu centro médico e aperfeiçoar, ainda mais, o atendimento da sua clínica.

Você já conhece os grandes exemplos de projeto medicina que saíram das faculdades do nosso país? Então confira neste artigo três grandes projetos médicos desenvolvidos por universidades brasileiras que foram premiados nos últimos anos.

Veja abaixo:

• Projeto Medicina “Educação, População, Revolução: o ensino médico em transformação”

Criado por Danilo Borges Paulino, professor do curso de medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o projeto “Educação, População, Revolução: o ensino médico em transformação” venceu o Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde 2016, que tem vínculo com o Ministério da Saúde, localizado na categoria de “Textos Artísticos”. O que Paulino fez para ganhar o prêmio foi mostrar, através da escrita, as atividades realizadas por ele e seus alunos de Saúde Coletiva III como forma de levar mais qualidade de vida à comunidade.

No projeto medicina orientado por Paulino, ele e seus alunos mostram a importância da educação popular no atendimento médico aos cidadãos, além de apresentar uma visão mais crítica acerca da atuação dos futuros profissionais de medicina e das considerações da comunidade sobre questões relacionadas à saúde. Isto é, o projeto medicina da UFU levou o prêmio porque, acima de tudo, enfatizou a importância da educação popular em saúde no aprimoramento dos procedimentos de tratamentos e na prevenção de doenças.

O projeto medicina “Educação, População, Revolução” da UFU exemplificou como o nível de conhecimento que os cidadãos têm em relação à saúde pode fazer a diferença no atendimento médico.

“Protomicete pathway in seminal plasma of men with spinal cord injury before and after oral administration of Probenecid”

O projeto medicina “Proteomic pathway in seminal plasma of men with spinal cord injury before and after oral administration of Probenecid/ Via proteômica no plasma seminal de homens com lesão medular antes e após a administração oral de Probenecida”, desenvolvido pela estudante Mariana Camargo, do programa de pós-graduação em Urologia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), foi premiado pelo 71º Congresso Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva em 2015.

O que Mariana fez para ganhar o prêmio SMRU Traveling Scholars? A estudante de doutorado, com a ajuda do seu orientador, o professor Ricardo Pimenta Bertolla, mostrou como funciona o uso da Probenecida (derivado lipossolúvel do ácido benzoico que inibe a reabsorção de urato no túbulo contorcido proximal) no plasma seminal de homens com lesão medular. Dessa forma, a doutoranda da EPM/Unifesp realizou um projeto medicina extremamente significativo para a descoberta da cura para a paralisia.

O projeto medicina foi realizado junto ao “Miami Project To Cure Paralysis”, da Universidade de Miami (EUA), e ao Grupo Fleury.

“GTTrans: uma proposta de estudo de gênero em um campus da saúde para combater a transfobia institucional”

O projeto sobre saúde trans, criado pelos professores Kelly Silva e Rodrigo Dornelas e realizado pelos alunos Priscilla Daiana Figueiredo Souza, do curso de Enfermagem; Thaynara Santos e José Humberto Guimarães, do curso de Medicina; e Izabella de Almeida Oliveira, do curso de Fonoaudiologia, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), foi premiado no primeiro dia do Congresso Brasileiro de Psiquiatria Forense, que abordava o tema “a(s) sexualidade(s) e suas implicações no âmbito psiquiátrico e jurídico”, em abril de 2016.

Inovador e inédito, o projeto medicina GTTrans abordou as formas de combater a transfobia institucional com o objetivo de proporcionar melhor atendimento de saúde aos pacientes transexuais, que ainda enfrentam muito preconceito dentro das instituições, inclusive nas instituições médicas. No projeto medicina, os alunos da UFS também destacaram os principais problemas enfrentados pelos cidadãos trans nos momentos em que buscam por atendimento de saúde em clínicas e hospitais públicos.

Com o projeto medicina da UFS, o objetivo foi o de mostrar como os profissionais de saúde podem proporcionar um atendimento que não seja opressor à população transgênero. E foi dessa forma que o primeiro Congresso de Psiquiatria Forense realizado no Brasil reconheceu o estudo da universidade como de extrema importância para a melhoria no acesso à saúde trans.

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