Os melhores projetos de medicina iniciados em universidades do Brasil

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O sucesso de projetos de medicina em Universidades Brasileiras.

Os trabalhos científicos no campo da medicina crescem a cada ano no Brasil. As agências financiadoras de pesquisas e desenvolvimento científico destacam o aumento na qualidade dos trabalhos apresentados. É o caso de pesquisas que contam com o apoio de órgãos como o CNPq, a Faperj, a Academia Nacional de Medicina e programas como o Ciência sem Fronteiras, além da representatividade em premiações em órgãos como a UNESCO.

A importância do incentivo à pesquisa científica em projetos de medicina é inegável. Um exemplo claro dos resultados do apoio recebido por esses órgãos, para os projetos de medicina, são pesquisas que têm impacto direto no desenvolvimento de novas estratégias no campo da saúde. Para ilustramos esse panorama apontaremos, a seguir, algumas das melhores pesquisas em projetos de medicina iniciadas por jovens pesquisadores de universidade brasileiras.

Projetos de medicina desenvolvidos por pesquisadores de universidades brasileiras

Em sua nona edição do prêmio Para Mulheres na Ciência, uma parceria da Unesco, Academia Brasileira de Ciência (ABC) e a L’Oreal, as pesquisadoras Ludhmila Abrahão Hajjar da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e Maria Carolina de Oliveira Rodrigues, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) ganharam o prêmio de melhores projetos.

Em sua pesquisa a doutora em medicina, Ludhmila Abrahão Hajjar desenvolveu um estudo sobre o uso do balão intra-aórtico – um dispositivo utilizado para aumentar o fluxo de sangue que chega às artérias, auxiliando na melhora da irrigação e no desenvolvimento cardíaco – no intuito de minimizar complicações clínicas e a mortalidade de pacientes graves submetidos à cirurgia cardíaca.

No Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto a professora Doutora Maria Carolina de Oliveira Rodrigues investiga, em seu recente projeto de medicina, o desenvolvimento de glicoproteínas sintetizadas (Ac), em pacientes afetados pela diabetes, que combatam células mesenquimais. Trabalho desenvolvido na área de terapia celular que tem como objetivo detectar se pacientes pós-transplantados de medula óssea e, com o sistema imunológico baixo, são capazes de produzir esses mesmos anticorpos em seus sistemas.

Já pesquisadores do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis IBqM/UFRJ estudam caminhos para a produção de vacina que combata o vírus da zika, através da inativação do vírus utilizando pressão hidrostática. O quadro de pesquisadores avaliou que depois de submetido a um sistema de alta pressão foi possível verificar uma mudança na estrutura do vírus. Esse se mostrou completamente inativo e, portanto, incapaz de infectar células do corpo humano.

Na área da medicina veterinária a professora titular do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), Julia Maria Matera desenvolveu um projeto que visa eliminar o uso de animais vivos durante as aulas. O intuído do projeto é o ensino de diferentes técnicas cirúrgicas e seus preparativos sem a utilização de animais vivos. A solução apresentada pelo projeto é o melhoramento da preservação de cadáveres de animais para o uso no treino das diferentes técnicas que os alunos precisam desenvolver.

O destaque do trabalho é o uso de uma bomba que aumenta a pressão nos vasos do cadáver fazendo com que o sangue no corpo sangre como em um animal ainda vivo. A iniciativa recebeu prêmio de melhor projeto no concurso da World Animal Protection. Concurso que recebeu mais de 40 projetos de diferentes países da América Latina.

Todos os projetos citados participaram de premiações e foram desenvolvidos com auxílio de bolsas de pesquisa e ganharam prêmios de destaque na área de projetos de medicina.