Como a telemedicina está transformando a saúde

telemedicina

A atuação dos médicos está se transformando ao longo dos anos, principalmente se considerarmos os avanços proporcionados pela tecnologia e pela comunicação digital. Podemos dizer que as distâncias estão ficando cada vez mais curtas e, em meio a essa realidade, a telemedicina ganha cada vez mais destaque e aceitação.

Não à toa, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou a prática da medicina online em meio à pandemia de Covid-19, ou seja, esse recurso agora pode ser usado para que a população não fique desamparada.

Por mais que a medida seja em caráter temporário, é seguro dizer que o exercício da telemedicina vai significar um rompimento de paradigmas, tanto para a comunidade médica quanto para pacientes.

E, ampliando essa discussão, em um país extenso como o Brasil, que vive uma grande concentração de pessoas nos grandes centros urbanos, essa modalidade de atendimento pode representar uma das formas de levar assistência aos mais diversos cantos do país.

Esse será o tema central deste texto! Então, acompanhe a leitura para entender sobre essas transformações na atuação dos médicos.

Distribuição dos médicos pelo país

Para contextualizar melhor, o Brasil conta com mais de 450 mil médicos registrados, conforme dados do CFM, relativos a 2018. É um número considerável de profissionais para atender os mais de 200 milhões de brasileiros, não é mesmo? 

Entretanto, a distribuição entre Estados é desigual, conforme mostrado no documento Demografia Médica no Brasil 2018. Por exemplo, no Sudeste, a razão médico por habitante é de 2,81, enquanto, na região Norte, a proporção é de 1,16, e 1,41 no Nordeste.

A desigualdade fica ainda maior se compararmos a presença de médicos nos grandes centros urbanos, com aqueles no interior dos Estados.

Diferença entre capitais e interior

As capitais estaduais concentram 23,8% da população e 55,1% da comunidade médica. Em outras palavras, é possível afirmar que mais da metade dos médicos no país estão onde menos de um quarto das pessoas vivem. A diferença é vista na razão de médicos por mil habitantes:

  • 5,07 nas capitais;
  • 1,28 no interior.

Apesar de tal distribuição sofrer variações conforme regiões e Estados, ela representa uma nítida disparidade. Para especificar um pouco mais, no Norte do país e no Nordeste, Tocantins está sozinho como unidade da federação que conta com mais médicos atendendo no interior, isto é, 56,8%, enquanto 43,2% estão na capital.

Mas outro número que merece destaque é com relação ao Amazonas, onde 93,1% dos profissionais da medicina ficam concentrados em Manaus.

Nas regiões Sul e Sudeste, por outro lado, há uma tendência de melhor distribuição entre grandes centros e cidades do interior. Somente na segunda, 50,7% dos registros correspondem aos profissionais que atendem no interior.

Dados reforçam a necessidade de ações

Com esses números relativos à demografia médica no Brasil, é possível ressaltar que grande parte da população não recebe assistência médica de forma igualitária.

Os motivos para essa má distribuição são diversos, desde questões pessoais a estruturais, principalmente, mas os dados reforçam a necessidade de ações para melhorar o suporte às pessoas que vivem em todo o Brasil.

Por isso, a telemedicina no Brasil se mostra como um dos caminhos que merecem ser debatidos constantemente e considerados pela comunidade médica.

Transformações na saúde pela telemedicina

Desde que foi aprovada temporariamente pelo CFM, a telemedicina tem sido uma ferramenta importante para o acompanhamento de determinados quadros de saúde. Para recordar, a medicina a distância foi autorizada nos termos de teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta.

De fato, o exame clínico não pode ser realizado, mas a consulta médica online se faz essencial para esclarecer dúvidas do paciente e auxiliá-lo sobre a melhor forma de cuidar do próprio bem-estar. Além do mais, as pessoas agora têm a chance de encontrar apoio de médicos em outras cidades e Estados.

A seguir, confira outras transformações proporcionadas pelos serviços de telemedicina.

Amparo constante a determinados tratamentos

Em diversos países, ficou comprovada que medidas de isolamento social são eficazes no controle da disseminação do novo coronavírus. Entretanto, a quarentena pode gerar um impacto considerável no acompanhamento de determinados tratamentos, uma vez que essas pessoas não estão se deslocando, certo?

Há casos que, de fato, precisam de atendimento presencial, como a realização de quimioterapia para tratar câncer. Por outro lado, outros quadros de saúde requerem cuidados que podem ser orientados por meio de um software médico, com recursos de áudio e vídeo para o atendimento remoto.

Em outras palavras, com a medicina a distância, pacientes têm a chance de continuar amparados ao relatar a evolução de sua saúde e, assim, o médico em questão tem informações para modificar ou prosseguir com a terapia. 

Agilidade em processos urgentes

Há casos de pacientes que precisam de apoio de diversos profissionais da medicina, inclusive de especialidades diferentes. Com a teleinterconsulta, fica liberada a troca de informações entre médicos, com o objetivo de auxiliar tanto no diagnóstico quanto no tratamento das pessoas.

Esse compartilhamento à distância entre eles significa otimização do tempo, algo tão valioso, especialmente quando o assunto é a vida humana, concorda? E a medida favorece muito a busca por opiniões de especialistas que atuam em localidades diferentes do país.

Redução de custos

Complementando o ponto acima, além da agilidade na comunicação entre médicos, a telemedicina favorece, ainda, a redução de custos no consultório. Atendimentos online não encurta apenas distâncias, mas também gastos.

Em outras palavras, o atendimento online requer uma estrutura diferente da presencial, em que o investimento do primeiro pode ser consideravelmente menor. Por exemplo, dois itens que são essenciais:

  • Boa conexão à internet;
  • Plataforma com os recursos que integram telemedicina e prontuário eletrônico, em um só sistema.

Com isso, o profissional se abstém de investir em dois sistemas diferentes, um para o atendimento remoto e outro para prontuário digital.

Telemedicina complementa o presencial

As transformações da medicina online não significam, de forma alguma, substituição ou desvalorização do atendimento presencial. Pelo contrário, a telemedicina atua como forma complementar na promoção à saúde, algo reconhecido pelo CFM, que aprovou a medida de forma emergencial, considerando a necessidade do período.

Ainda que a prática da medicina digital passe por novas regulamentações com o fim da pandemia, ela certamente representa uma forma de suporte essencial a todas as regiões do país.

Navegue pelo blog e encontre outros conteúdos completos sobre esse assunto.

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