Os Principais Erros ao Abrir um Consultório Médico

Consultório Médico

O processo de abertura de um consultório médico nem sempre é bem estruturado e planejado, o que torna o trabalho mais complexo. Nessas situações, é comum cometer erros graves que podem levar o negócio ao fracasso.

Quer saber quais são? Neste artigo, você vai conhecer quais são esses erros e o que fazer para não cometê-los.

1) Não pensar no público-alvo

Conhecer o seu público-alvo é uma etapa essencial no processo de abertura do seu consultório médico. Assim, você é capaz de avaliar a melhor localização para oferecer seus serviços,  conhecer os hábitos de consumo dos clientes, estudar o mercado e precificar o seu trabalho.

Ainda, diferentemente da persona, o público-alvo é um conceito mais amplo, pois considera as características sociais, econômicas e demográficas das pessoas que tendem a buscar os seus serviços. A definição do público-alvo abrange a descoberta das seguintes informações:

  • estado civil;
  • formação;
  • gênero;
  • hábitos de compra;
  • idade;
  • profissão;
  • renda;
  • região do país em que residem.

Quando o seu público-alvo está bem definido, é possível desenvolver estratégias de marketing mais assertivas, pois você já sabe qual o nicho em que o consultório está inserido e qual a parcela da sociedade pode estar mais interessada nos seus serviços.

Por isso, não pensar no público-alvo é um erro grave. Afinal, se você não sabe qual o perfil daqueles que se tornarão seus pacientes, como conseguirá ofertar o seu trabalho para eles?

Além disso, você tende a fazer grandes investimentos para divulgar o consultório e obter pouco ou até nenhum resultado.

2) Não planejar custos e impostos

Vivemos em um país conhecido por sua alta carga tributária. Assim, toda empresa que deseja se manter neste cenário difícil, precisa ter a exata noção das suas despesas e o pleno conhecimento de cada um dos impostos a que está sujeita.

Ainda, trazendo para a realidade de um consultório médico, apenas no âmbito federal você precisará arcar com os seguintes tributos:

  • Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ);
  • Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL);
  • Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
  • Programa de Integração Social (PIS);
  • contribuição para o Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

Obviamente, a depender da especialidade, existem algumas exceções nessa lista e variações nas alíquotas. Mesmo assim, você já consegue ter uma ideia do tamanho da carga tributária que irá incidir sobre o seu faturamento.

Além disso, a abertura de um consultório médico também exige investimentos em locação ou compra de imóvel, de equipamentos, contratação de fornecedores, compra de insumos, móveis, decoração do ambiente, salário dos funcionários, entre outros.

Outrossim, você também precisa inserir no seu planejamento os custos com as despesas fixas e mensais, tais como, água, energia, gás, telefone, internet, dedetização, conservação e limpeza.

Portanto, não cometa o erro de não planejar detalhadamente cada um dos custos e impostos que terá, pois, essa falha pode determinar o fracasso da sua empresa.

3) Não se atentar à documentação

Toda empresa que ofereça algum produto ou serviço relacionado à saúde está sujeita a uma fiscalização mais rigorosa no que diz respeito à legalização do negócio. Neste sentido, é necessário estar atento aos vários documentos solicitados para abrir um consultório.

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Ainda, é importante estar preparado para lidar com uma grande burocracia. Na maioria dos casos, para estar devidamente autorizado a exercer sua profissão, você precisa apresentar a seguinte documentação:

  • Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ): caso você opte por se tornar uma empresa, o que é mais indicado;
  • definição do regime tributário: você precisa escolher como deseja que o seu negócio seja tributado. Com algumas exceções, você pode optar pelo Simples Nacional, lucro presumido ou lucro real;
  • Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE): é o enquadramento da sua atividade em códigos criados para padronizar os critérios de tributação. Para médicos, o CNAE mais utilizado está na sub-classe 8630.5;
  • alvará de funcionamento: expedido pela Prefeitura da sua cidade;
  • licença sanitária: documento emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que mede o risco sanitário da empresa e avalia se a sua atuação irá prejudicar as pessoas e o meio ambiente ao seu redor;
  • Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros: documento expedido por essa instituição que verifica se as estruturas físicas do consultório cumprem as normas mínimas de segurança contra incêndio e outros sinistros;
  • certificado de limpeza urbana: os resíduos produzidos por serviços de saúde precisam ser separados do lixo normal das residências. Com esse certificado, a empresa de limpeza urbana da sua cidade fará uma coleta diferenciada.

Como você pode perceber, são vários documentos que precisam ser entregues e, geralmente, você tem um prazo determinado para isso. 

Então, não negligencie as exigências das autoridades e cumpra com todos os requisitos para estar legalizado e evitar o fechamento do consultório médico ou até processos judiciais por parte dos seus pacientes.

4) Não se atentar às regras de divulgação do consultório médico

O marketing médico é uma excelente ferramenta para divulgar e levar o seu negócio a outro patamar. Porém, nem todo tipo de ação é permitida. Para evitar propagandas enganosas e o compartilhamento de falsas promessas, o Conselho Federal de Medicina estabeleceu vetos.

Ainda, esses vetos constam no Manual de Publicidade Médica presente na resolução n.º 1.974/11 e traz as seguintes restrições:

  • é vetado o uso de fotos de pacientes em material promocional, mesmo que autorizado por ele;
  • é proibido garantir a eficiência de qualquer procedimento nas redes sociais ou realizar marketing com chamadas sensacionalistas;
  • não é permitido fazer anúncios de equipamentos que atribuam a eles o sucesso de um procedimento; 
  • os títulos e especialidades divulgados devem estar registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM);
  • todo material impresso do consultório deve conter nome do médico, especialidade, CRM e o registro de qualificação de especialista (RQE);
  • é expressamento proibido o uso dos termos “o melhor”, “o mais eficiente”, “o único capacitado”, “o resultado garantido” ou similares, nas peças publicitárias;
  • não é permitido divulgar preços de procedimentos, formas de pagamento, parcelamentos ou descontos.

Portanto, fique atento a cada ação desenvolvida para divulgar o seu consultório. Caso contrário, você está sujeito a severas penalidades dos conselhos de classe, podendo até ser obrigado a parar de atender.

5) Não investir no treinamento e gestão da equipe

O carro-chefe de toda prestação de serviços ao público ainda é o atendimento. Por isso, as grandes empresas investem pesado na qualificação dos seus funcionários e na criação de padrões nos processos.

Neste sentido, você precisa ter a mesma preocupação com o seu negócio. A experiência do cliente é impactada pela qualidade do atendimento que ele recebe. Então, mapeie os processos do seu consultório, crie padrões e treine todos os funcionários.

Ao negligenciar essa etapa, seu consultório tende a perder pacientes para a concorrência, além de receber avaliações negativas e ter a sua imagem impactada.

6) Não utilizar softwares médicos especializados como o do iMedicina

Embora estejamos vivendo em um mundo cada vez mais tecnológico, ainda existem profissionais de saúde que insistem em negar os benefícios da tecnologia, mantendo o consultório não informatizado.

Se você também pensa assim, saiba que está deixando de obter ganhos importantes na sua rotina, aprimorar o seu atendimento, aumentar a sua produtividade e a de seus funcionários e melhorar a percepção de valor do cliente.

Ao utilizar um software médico de qualidade, como o iMedicina, você transforma a realidade do seu consultório médico, pois passa a dispor dos seguintes recursos:

  • agendamento online de consultas;
  • armazenamento de dados na nuvem;
  • relatórios financeiros automatizados;
  • prontuário eletrônico;
  • integração entre agendas;
  • envio de lembretes para o paciente;
  • gestão do fluxo de caixa;
  • controle de acesso.

Assim, com estas funcionalidades, o seu consultório médico está pronto para alçar voos maiores e os seus clientes irão ter uma experiência ainda mais satisfatória.

Portanto, ao fim da leitura deste artigo, você conheceu os principais erros cometidos ao abrir um consultório médico. Então, faça um planejamento e dê atenção específica aos problemas mencionados neste texto. 

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