Telemedicina Pode Ser Aplicada em Qualquer Área Médica?

telemedicina

A revolução tecnológica pela qual o mundo passa tem afetado positivamente o exercício profissional em diversas áreas. Na medicina, além das inovações aplicadas no diagnóstico e no tratamento de pacientes, a prática da telemedicina já é uma realidade.

Neste artigo, iremos falar sobre como o atendimento médico à distância está sendo utilizado nas diversas especialidades e como essa atuação é regulada no Brasil.

O que diz a legislação brasileira sobre o uso da telemedicina?

No Brasil, o tema ainda não foi amplamente debatido e, por isso, a legislação da telemedicina não trata de questões específicas. A principal norma sobre o uso da telemedicina foi publicada pelo Conselho Federal Medicina (CFM) sob a resolução nº 1.643/2002.

Além de conceituar a telemedicina, este documento rege a sua prática no país, salvaguardando o sigilo das informações do paciente e definindo as responsabilidades de cada parte envolvida. Porém, essa resolução não traz nenhuma restrição à determinada especialidade médica.

Recentemente, em razão da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV2), o Ministério da Saúde promulgou a portaria nº 467/2020 que dispõe, em caráter excepcional e temporário, sobre a autorização do uso da telemedicina enquanto houver a emergência de saúde pública.

Contudo, também nesta norma não há menção sobre quais áreas médicas podem desenvolver suas ações à distância. Assim, entende-se que todo profissional de saúde está habilitado a praticar a telemedicina, desde que cumpra todos os requisitos descritos nestas legislações.

Quais são as formas de aplicação da telemedicina?

De acordo com as regulamentações citadas anteriormente, no Brasil, os profissionais de saúde estão autorizados a utilizar-se da telemedicina para fins de assistência, educação e pesquisa em Saúde. 

Neste sentido, a medicina é beneficiada em três frentes: teleassistência, teleducação e telediagnóstico. Essas três práticas podem ser definidas como:

  • teleassistência é a monitorização do paciente à distância, estando este em sua residência ou em um centro de saúde local e o profissional de saúde em uma outra área geográfica. Esta modalidade tem o objetivo de obter uma segunda opinião de especialistas que estão distantes do paciente;
  • teleducação é a troca de experiências e de conhecimento entre diferentes especialistas e generalistas à distância, sendo muito utilizada para ampliar a atuação de profissionais de saúde que estão fora dos grandes centros urbanos;
  • telediagnóstico: é a análise de resultados de exames e a possibilidade de emitir laudos à distância sobre eles. Atualmente, é o uso mais comum da telemedicina no país, pois permite que pacientes em locais remotos recebam o diagnóstico de especialistas que estão em outra região..

Entretanto, o atendimento médico por meio digital é utilizado em outros países para diversas práticas. São exemplos, a telecirurgia, a teleconferência do ato cirúrgico, a teletriagem, o telemonitoramento e a teleconsulta.

Ainda, essas modalidades constavam na resolução CFM nº 2.227/18. Essa norma ampliava a prática da telemedicina, mas ela foi revogada no mesmo mês de sua promulgação, perdendo assim o seu efeito.

No entanto, devido à crise na saúde por causa da Covid-19, a telemedicina tem sido usada também como suporte ao atendimento pré-clínico, assistencial e de consulta, contemplando todas as áreas médicas.

Quais são as principais áreas que se utilizam dessa ferramenta?

O uso da medicina à distância é permitido para toda área médica. Contudo, desde que atenda aos requisitos de segurança e sigilo, além de se restringir aos objetivos de assistência, educação e pesquisa em saúde. A seguir, as especialidades que mais fazem uso dessa inovação..

Cardiologia 

Trata-se do uso da tecnologia da informação para e facilitar a interpretação e emissão de laudos médicos remotamente, possibilitando a troca de informações entre médicos e pacientes.

Assim, através da telecardiologia é possível compartilhar imagens de exames como MAPA, holter e eletrocardiograma, emitir laudos sobre eles e monitorar à distância o ritmo cardíaco a pressão arterial do paciente.

Além disso, o cardiologista pode avaliar os resultados de testes ergométricos, tomografias e ressonâncias cardiovasculares e, realizar o cálculo do risco cirúrgico pré-operatório. 

Neurologia

Na neurologia, a prática da telemedicina é de suma importância. Ela garante o acesso rápido aos resultados de exames, permitindo que o tratamento de emergência seja iniciado o quanto antes.

Ainda, os exames que mais costumam ser laudados à distância são aqueles que se destinam à investigação médica sobre o sistema nervoso, como o encefalograma clínico (EEG), ocupacional ou com mapeamento cerebral.

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Ademais, a polissonografia também pode ser analisada por meio digital, com o objetivo de monitorar as funções do organismo enquanto o paciente dorme. 

Pneumologia

A pneumologia é a área médica que estuda e avalia o funcionamento dos pulmões. Neste sentido, o principal exame realizado é a espirometria ou prova de função pulmonar, como é conhecido.

Ainda, esse procedimento também pode ser laudado à distância. Para isso, é realizado por um médico generalista em uma clínica ou hospital próximo ao paciente, que também insere os dados na plataforma de telemedicina.

Em seguida, o pneumologista recebe os dados transmitidos, os interpreta e elabora o laudo médico online, disponibilizando-o para o paciente. Esse processo é realizado tanto para a espirometria ocupacional quanto a clínica.

Radiologia

Um dos maiores impulsionadores da telemedicina foi a radiologia, sendo a primeira área a implementar tecnologias que permitem o trabalho à distância. Por meio da telemedicina radiológica é possível o acesso de médicos a exames realizados em outras cidades.

Assim, a telerradiologia pode ser vista como a prática que permite a interpretação de imagens médicas à distância,. Pode ser utilizada tanto em clínicas quanto em hospitais e empresas de imagem.

Ademais, entre os principais exames laudados remotamente estão o raio-X, a mamografia digital, a densitometria óssea, a tomografia computadorizada, a cintilografia e a ressonância nuclear magnética.

Oftalmologia

A prática da oftalmologia à distância já é uma realidade no Brasil, sendo uma solução eficaz para levar o atendimento de um oftalmologista até pacientes que residem em locais fora dos centros urbanos.

No caso desta especialidade, a emissão de laudos é a principal aplicação. É possível nos casos dos exames de acuidade visual, refração, fundo de olho, medida da pressão intraocular e avaliação das pálpebras, da motilidade ocular e dos reflexos pupilares.

Além disso, os pacientes são beneficiados pela agilidade no retorno dos exames, reduzindo a fila por atendimento especializado para tratamento de doenças graves que podem levar a sua cegueira, tais como, glaucoma e catarata.

Outro ponto a ser considerado é que a teleoftalmologia tem apresentado diversos avanços no uso de inteligência artificial. Entre vários estudos, está em desenvolvimento uma tecnologia que permite identificar a retinopatia diabética apenas pela análise de fotos dos pacientes.

Quais são as desvantagens da telemedicina?

Embora os benefícios da telemedicina sejam indiscutíveis, existem algumas desvantagens que precisam ser consideradas. Por exemplo, nem toda ato médico ou nem todos os diagnósticos podem ser feitos à distância, pois exigem a necessidade do exame físico.

Ainda, alguns médicos também são contra a prática por acreditar que há uma considerável perda do contato com o paciente, o que pode produzir erros nos resultados de exames ou torná-los de baixa qualidade. Problema facilmente resolvido quando os preceitos éticos da profissão estão presentes em todas as formas de atendimento do profissional.

Porém, cabe ressaltar que a prática da telemedicina não substitui a medicina tradicional, sendo uma modalidade complementar e que permite o fim das barreiras territoriais para o atendimento médico de toda a população.

Ademais, mesmo que haja a impossibilidade do exame físico do paciente, apenas a orientação correta e o devido encaminhamento para um serviço de urgência ou ambulatorial é suficiente.

Posto isso, é possível afirmar que a prática da telemedicina é permitida a toda especialidade médica, necessitando apenas que o profissional disponha de infraestrutura segura para tal. Além disso, as vantagens do serviço para a saúde do país são imensuráveis.

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