Como fazer uma consulta online por telemedicina no iMedicina

Médica realiza teleconsulta por vídeo em notebook enquanto registra informações durante o atendimento.

A consulta online por telemedicina, também chamada de teleconsulta, é uma consulta médica não presencial mediada por Tecnologias Digitais, de Informação e de Comunicação. No Brasil, essa modalidade é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e deve observar os mesmos princípios éticos do atendimento presencial, além de requisitos próprios para o ambiente digital.

No iMedicina, a teleconsulta pode fazer parte do fluxo da agenda médica: o profissional organiza seus turnos, agenda o atendimento, inicia a sala virtual e acessa o prontuário durante a consulta. A tecnologia ajuda a estruturar esse processo, mas não substitui a responsabilidade médica nem as obrigações regulatórias aplicáveis ao atendimento.

Como funciona uma consulta online por telemedicina no iMedicina?

Na prática, o fluxo envolve organizar a modalidade de teleconsulta na agenda, disponibilizar o horário ao paciente, preparar o atendimento remoto, iniciar a sala virtual e registrar adequadamente a consulta no prontuário.

A página atual da agenda médica do iMedicina informa que a teleconsulta pode ser incluída entre as modalidades de atendimento e integrada ao prontuário. A plataforma também permite trabalhar com turnos específicos e iniciar a sala virtual a partir do agendamento.

  1. Configure a agenda e os turnos de atendimento. Defina quando o profissional realizará teleconsultas e mantenha os horários organizados de acordo com a rotina do consultório ou da clínica.
  2. Organize o agendamento. A clínica pode fazer a marcação internamente ou disponibilizar horários pela internet por meio do agendamento online do iMedicina, conforme as configurações adotadas.
  3. Prepare o paciente para a teleconsulta. Informe horário, forma de acesso e orientações técnicas necessárias. Também devem ser observados o consentimento e os demais requisitos aplicáveis ao atendimento remoto.
  4. Inicie o atendimento pela agenda. No horário marcado, o profissional pode iniciar a teleconsulta a partir do agendamento e acessar o prontuário durante o atendimento.
  5. Registre a consulta e as condutas. As informações clínicas relevantes, as decisões médicas e os encaminhamentos precisam ser documentados de acordo com as normas profissionais e legais.

O que observar antes de realizar uma teleconsulta?

A telemedicina não deve ser tratada apenas como uma videochamada. A Resolução CFM nº 2.314/2022 estabelece requisitos relacionados à relação médico-paciente, consentimento, prontuário, proteção das informações, documentos médicos e continuidade do cuidado.

Avalie se a teleconsulta é adequada para aquele atendimento

O médico tem autonomia para decidir pela utilização da telemedicina e deve indicar atendimento presencial sempre que entender necessário. A resolução também determina que o profissional informe ao paciente as limitações decorrentes da impossibilidade de realizar um exame físico completo e permite solicitar a presença do paciente para finalizar a consulta.

A primeira consulta pode estabelecer a relação médico-paciente de modo virtual quando as condições físicas e técnicas previstas na norma forem atendidas e as boas práticas médicas forem observadas. A regulamentação, porém, determina que o acompanhamento tenha continuidade com consulta médica presencial.

Nos casos de doenças crônicas ou de condições que exijam acompanhamento prolongado, deve haver consulta presencial com o médico assistente em intervalos não superiores a 180 dias.

Obtenha e registre o consentimento do paciente

O paciente ou seu representante legal deve autorizar o atendimento por telemedicina e a transmissão de imagens e dados por meio de consentimento livre e esclarecido. Esse consentimento deve integrar o Sistema de Registro Eletrônico de Saúde do paciente.

Tanto o paciente quanto o médico podem interromper o atendimento a distância e optar pela consulta presencial. A Lei nº 14.510/2022 também estabelece, para a telessaúde, princípios como consentimento livre e informado, confidencialidade dos dados, autonomia profissional e direito de recusa ao atendimento remoto.

Registre corretamente o atendimento no prontuário

O atendimento por telemedicina deve ser registrado em prontuário médico. Quando forem utilizados sistemas informatizados, a Resolução CFM nº 2.314/2022 estabelece que o Sistema de Registro Eletrônico de Saúde (SRES) atenda aos padrões de representação, terminologia e interoperabilidade previstos na norma.

O SRES também deve atender integralmente aos requisitos do Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS2). A referência da resolução ao padrão ICP-Brasil ou a outro padrão legalmente aceito não elimina essa exigência de NGS2.

Dados de anamnese e propedêutica, resultados de exames complementares e a conduta médica adotada durante o atendimento também precisam ser preservados conforme a legislação vigente.

Tenha atenção à privacidade e à segurança dos dados

Dados de saúde são informações sensíveis. Na teleconsulta, sua guarda, transmissão e utilização devem respeitar sigilo profissional, confidencialidade, privacidade e integridade, além da legislação aplicável à proteção de dados.

A escolha de uma plataforma, portanto, não deve se limitar à qualidade da videochamada. Também é necessário avaliar os requisitos técnicos, jurídicos e profissionais aplicáveis ao serviço e à realidade da clínica.

Como organizar o atendimento pelo iMedicina?

1. Defina os turnos destinados à teleconsulta

Organize na agenda os períodos em que cada profissional fará atendimento presencial ou remoto. Isso ajuda a evitar conflitos de horários e deixa clara a modalidade associada a cada consulta.

2. Configure como o paciente fará o agendamento

O iMedicina permite integrar a agenda ao agendamento online. A clínica define quais profissionais, horários, unidades e modalidades ficarão disponíveis, de acordo com sua própria operação.

Antes de divulgar o link de marcação, revise as informações apresentadas ao paciente e deixe claro quando o atendimento ocorrerá por teleconsulta.

3. Oriente o paciente antes do horário marcado

Além das informações administrativas, é útil orientar o paciente a verificar conexão com a internet, câmera e microfone e, quando possível, utilizar um ambiente que preserve sua privacidade durante a conversa.

O consentimento necessário à telemedicina não deve ser confundido com uma simples confirmação de presença. Ele precisa cumprir os requisitos aplicáveis e ser adequadamente incorporado ao registro do paciente.

4. Inicie a sala virtual e mantenha o prontuário disponível

No momento do atendimento, a sala virtual pode ser iniciada a partir da agenda do iMedicina. Durante a teleconsulta, o profissional pode consultar o histórico disponível e registrar as informações clínicas necessárias no prontuário.

O uso do prontuário durante a chamada facilita a organização do atendimento, mas o preenchimento continua sendo responsabilidade do profissional. Se as informações disponíveis não forem suficientes para uma decisão médica segura, o atendimento presencial deve ser considerado.

5. Formalize os registros e documentos necessários

Quando relatório, atestado ou prescrição forem emitidos a distância, a Resolução CFM nº 2.314/2022 determina o registro de informações como identificação do médico, CRM e endereço profissional; identificação e dados do paciente; data e hora; assinatura com certificação digital no padrão ICP-Brasil ou outro padrão legalmente aceito; e indicação de que o documento foi emitido em modalidade de telemedicina.

As regras específicas de emissão, assinatura e validade de cada documento devem ser verificadas conforme sua natureza e a legislação aplicável.

Teleconsulta não substitui o atendimento presencial em todas as situações

A telemedicina é uma modalidade complementar de assistência. Cabe ao médico avaliar se as informações obtidas a distância são suficientes para aquela situação e manter uma linha de cuidado que preserve a segurança do paciente.

Quando houver necessidade de exame físico, insuficiência de informações, identificação de riscos ou qualquer outra condição que torne o atendimento remoto inadequado, o médico deve orientar o atendimento presencial conforme o caso.

Como integrar teleconsulta, agenda e prontuário na rotina da clínica

Uma consulta online bem organizada começa antes da videochamada. Agenda, orientação ao paciente, consentimento, prontuário e continuidade do cuidado fazem parte do mesmo processo.

O iMedicina reúne recursos de agenda, agendamento online, teleconsulta e prontuário que podem apoiar esse fluxo operacional. A responsabilidade pelo ato médico e pelo cumprimento das normas, entretanto, permanece com os profissionais e instituições envolvidos.

Para conhecer como esses recursos se conectam na rotina de atendimento, veja a agenda médica do iMedicina.