Mais Médicos: por que houve polêmica e o projeto sofreu retaliações

mais médicos

O Programa Mais Médicos foi implantado pelo Governo Federal durante o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff e desde seus primeiros anúncios sofreu muitas retaliações por parte de representantes da medicina brasileira.

Com o intuito de levar mais profissionais da área da saúde para cidades do interior do país, bem como para reservas indígenas, o programa priorizou a contratação de médicos de outras nacionalidades ao invés de disponibilizar tais vagas para os próprios conterrâneos gerando, assim, muitas criticas e polêmicas entre a nação.

Se é evidente que o sistema público de saúde nacional está precário há muitos anos e que devido a isso muitas pessoas têm morrido enquanto esperam por um atendimento, é incompreensível, por outro lado, a opção governamental pela contratação de profissionais estrangeiros ao invés do oferecimento de estruturas mais dignas para os médicos que foram formados e que já atendem no Brasil.

Neste artigo falaremos justamente sobre toda esta polêmica que envolve não apenas os médicos, mas sim todos os profissionais da área da saúde e também toda a população, principalmente aquela menos abastada que está sendo atendida por estes estrangeiros. Continue lendo e participe deste debate com a gente!

O Programa Mais Médicos

Como já citado, o Programa Mais Médicos foi uma iniciativa do Governo Federal que entrou em vigor em 2013. Seu objetivo: Levar mais profissionais da área da saúde para cidades pequenas, afastadas e esquecidas pelo atual sistema.

Atualmente o programa já tem mais de 18 mil novos médicos atendendo por todo o território nacional. De acordo com o site do programa, mais de 4 mil municípios estão sendo atendidos por estes médicos, além de cerca de 34 distritos e reservas indígenas que antes não tinham acesso a área da saúde pública.

O programa ainda estima que 63 milhões de brasileiros passaram a ter atendimento desde o lançamento do Mais Médicos.

Originalmente esta iniciativa previa a contratação exclusiva de profissionais estrangeiros, principalmente cubanos, para atendimento nas unidades básicas do Brasil. Hoje, entretanto, já estão abertas inscrições para médicos naturais do país também, apesar da pouca divulgação desta informação nas mídias e páginas que tratam do assunto.

A revalidação dos diplomas estrangeiros de medicina

O grande problema, responsável por parte das polêmicas criadas pela sociedade médica brasileira a respeito do programa vem das dúvidas sobre a qualificação desses profissionais que foram importados de outros países.

Sabemos que cada nação tem total autonomia para ditar suas próprias regras de ensino, bem como determinam também o tipo de avaliação responsável por verificar se um profissional está apto, ou não, a desenvolver as atividades para as quais estudou.

A classe médica brasileira, bem como alguns grupos da sociedade, levantaram dúvidas sobre a qualificação dos profissionais estrangeiros que foram contratados para atender a população.

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A revalidação do diploma, por exemplo, sob o ponto de vista de alguns deveria ser obrigatória para o exercício da profissão, pois só assim seria possível garantir a qualidade do atendimento prestado por estes médicos.

Além disso, outra dificuldade encontrada que prejudicou a avaliação do programa está relacionada à diferença linguística entre paciente e médico. Como é possível estabelecer um bom diálogo quando cada uma das partes fala um idioma diferente?

E mais: Como é possível um profissional orientar um paciente sobre cuidados e prevenções, por exemplo, dentro deste contexto?

É por essas e outras que o Mais Médicos tornou-se uma moeda com dois lados bem distintos:

Para o Governo, o programa corresponde a uma saída inteligente que leva saúde para todos os brasileiros, atingindo-os nas mais extremas localidades do país; para os profissionais formados em território nacional e também para alguns cidadãos, a iniciativa nada mais do que “tapar o sol com a peneira”!

Precisamos realmente de mais médicos no Brasil?

A polêmica que envolve o Programa Mais Médicos gira, portanto, ao redor desta pergunta: “Precisamos realmente de mais médicos no Brasil?”

Atualmente, estima-se que existam mais de 400 mil médicos no país. Analisada a grosso modo, a conta que considera a taxa de 2 profissionais para cada grupo de mil habitantes tem fechado, porém, quando este estudo é detalhado, verificam-se os primeiros grandes problemas.

A má distribuição desses profissionais é o principal motivo da precarização do sistema de saúde nacional, que acaba por não suprir as necessidades dos estados mais pobres, bem como de regiões deixadas a esmo da sociedade.

O que falta, portanto, não são médicos, mas sim condições de trabalho, como infraestrutura e remédios, remuneração digna e também plano de carreira para os profissionais que atuam prestando serviço à população.

De acordo com o Deputado Federal Luiz Henrique Mandetta, do DEM-MS, um dos principais críticos do Programa Mais Médicos na Câmara, o que falta é investimento do governo para sanar tais necessidades e não profissionais.

Gostou do conteúdo deste artigo? Aproveite para ler outras matérias interessantes que estão disponíveis em nosso blog sobre o assunto!

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