Proteção de dados: 9 dicas que todo psicólogo clínico deveria seguir

Proteção de dados: 9 dicas que todo psicólogo clínico deveria seguir

A relação entre profissionais de saúde e pacientes é pautada pela confidencialidade, sendo a confiança o pilar desse relacionamento. Por isso, a busca por recursos de proteção de dados é uma atitude imprescindível.

No entanto, seja pelo desconhecimento das novas tecnologias de segurança ou pela falta de tempo para se debruçar sobre o tema, muitos consultórios estão suscetíveis à ação de hackers, levando à perda ou vazamento de informações sigilosas. 

Neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o tema focando na área da Psicologia. Ainda, daremos 9 dicas que se seguidas ajudarão muito. Confira!

Por que você precisa proteger os dados dos pacientes?

Assim como outros profissionais de saúde, a rotina de psicólogos é marcada pelo relato de situações vividas pelos pacientes. Por isso, trata-se de informações sensíveis e que precisam ter o seu sigilo garantido.

Ainda, a decisão de iniciar uma terapia é pautada por muitas dúvidas, principalmente sobre a confiabilidade do profissional. Não é por acaso, o Código de Ética da Psicologia é muito claro sobre a confidencialidade do que ocorre dentro dos consultórios.

Ademais, essa garantia de sigilo visa fazer com que o paciente se sinta confortável em se expor para o profissional. Além disso, a quebra de confidencialidade só pode ocorrer em decorrência das seguintes situações:

  • ordem judicial, por exemplo, um questionamento sobre a saúde mental do paciente;
  • violência doméstica em curso, abuso de incapaz ou negligência;
  • suspeita de risco à vida do paciente ou de terceiros.

Mesmo nessas situações, o psicólogo deve se ater às informações solicitadas, mantendo o máximo de sigilo possível. Por tudo isso, é de extrema importância se preocupar com a proteção de dados dos pacientes.

Quais dicas de proteção de dados é preciso seguir?

Com uma rotina repleta de atendimentos, não é incomum que psicólogos e outros profissionais de saúde ignorem algumas medidas básicas de segurança, como o uso de antivírus, a criação de senhas fortes, download de aplicativos exclusivamente de fontes conhecidas, entre outros.

Então, se você se identificou com o que vimos até aqui, fique tranquilo. Agora, você conseguirá reconhecer e corrigir as falhas de segurança do seu consultório. Portanto, veja 9 dicas de proteção de dados para seguir.

1. Utilizar um bom sistema de antivírus nos equipamentos do consultório

Se você pensa que o vírus é um problema apenas para a nossa saúde está enganado. Diariamente, surgem softwares maliciosos, também conhecidos como vírus, capazes de capturar e/ou eliminar todas as informações de um sistema.

Um bom exemplo é o ransomware CovidLock, desenvolvido durante a pandemia da Covid-19, que se disfarça de um informativo sobre a doença para acessar os dispositivos, criptografar e bloquear o acesso aos dados pelo proprietário.

Agora, imagine essa situação ocorrendo com as informações dos seus pacientes. Por isso, a primeira dica de proteção de dados é a utilização de um bom antivírus que, em sua maioria, encontra-se em versões pagas.

2. Criar senhas seguras é dica básica de proteção de dados

Desde a popularização da internet, sempre recebemos a orientação para a criação de senhas fortes, difíceis de serem descobertas. Essa atitude é uma ação básica para garantir a segurança dos dados dos pacientes. 

Nesse sentido, o primeiro passo é definir termos únicos para cada dispositivo, cartão ou sistemas que acessa. Ademais, utilize pelo menos seis caracteres, insira números e símbolos, além de combinar letras maiúsculas com minúsculas ao criar suas senhas.

3. Evitar acessar e-mails de caráter duvidoso melhora a proteção de dados

Uma forma muito utilizada por hackers para distribuir arquivos maliciosos pela internet é o compartilhamento de e-mails que se assemelham a propagandas de empresas conhecidas. Geralmente, vêm com uma oferta atrativa, mas que exige o download de algum arquivo anexado.

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Atualmente, os principais servidores de e-mails do mercado já realizam o filtro das mensagens, classificando como spam aquelas que têm caráter duvidoso. Então, sempre que acessar seus e-mails, não acredite em promoções absurdas ou propostas muito vantajosas.

Da mesma maneira, procure sempre observar o remetente da mensagem. Na maioria dos casos, você não reconhecerá ou perceberá nomes e termos estranhos no endereço eletrônico, principalmente nas informações após o “@”.

4. Sempre realizar logoff dos sistemas

No dia a dia de um consultório, os psicólogos costumam acessar um ou mais sistemas essenciais para o atendimento dos pacientes, principalmente os softwares de prontuário ou a plataforma de telemedicina.

No entanto, com uma consulta após a outra, dificilmente se lembram de efetuar o logoff, realizando o simples fechamento da tela ou da página. Mas saiba que essa é uma atitude perigosa e que pode colocar os seus sistemas em risco.

Isso porque, o mero fechamento da tela não garante a sua saída do software. Na maioria das vezes, sua sessão continua ativa e pode ser acessada por qualquer pessoa que consiga restaurar a página fechada.

5. Não compartilhar informações sigilosas

A troca de informações entre profissionais de saúde é uma prática comum e até importante, pois a busca por uma segunda opinião traz maior assertividade para o diagnóstico ou tratamento do paciente.

Mas o compartilhamento de dados sigilosos não deve ser intermediado por plataformas de uso da população, como o WhatsApp, Telegram ou e-mail. Assim, caso precise encaminhar um prontuário para outro colega de profissão, utilize um software médico seguro. Na ausência desse recurso, não compartilhe as informações.

6. Optar por assistências confiáveis para consertar seus equipamentos

A necessidade de consertar o computador do consultório ou solicitar a instalação de algum software pode resultar em vazamento de dados dos pacientes. Por isso, dê preferência a assistências técnicas autorizadas ou profissionais confiáveis bem recomendados.

7. Não acessar sites de conteúdos duvidosos

Outro mecanismo utilizado pelos hackers para invadir o computador de terceiros é a inclusão de vírus e arquivos maliciosos em sites de pornografia ou considerados como parte da “dark web”. 

Nesse sentido, para manter a proteção de dados do consultório, proíba o acesso de alguns tipos de conteúdo na rede da empresa. Geralmente, esse bloqueio pode ser solicitado ao seu provedor de internet ou a partir do uso de algum aplicativo.

8. Nunca acessar uma rede pública de internet para fins profissionais

Um erro cometido por profissionais de todas as áreas é acessar redes públicas de internet para tratar de assuntos confidenciais. O simples fato de ser uma internet disponibilizada para qualquer pessoa deveria ser suficiente para evitar essa prática.

9. Ter proteção de dados ao utilizar um software médico seguro

Por último, a medida de proteção de dados mais importante. Na rotina de psicólogos e outros profissionais de saúde, o software médico é uma ferramenta de uso diário e contínuo. Além disso, é nele que estão armazenados todos os dados sigilosos dos pacientes.

Assim, o primeiro requisito que deve nortear a contratação é a segurança do sistema. Ao pesquisar no mercado, você encontrará ferramentas que prezam pela proteção de dados, como é o caso do iMedicina. 

Nesse sentido, para escolher um software médico seguro, você precisa identificar os seguintes protocolos de segurança:

  • criptografia de dados: recurso que transforma todos os arquivos em códigos decifráveis apenas por quem possui uma chave de descriptografia. Assim, caso haja a captura de dados, o seu conteúdo não estará legível;
  • rotina de backups: consiste na criação de uma cópia de segurança de todos os arquivos de um software. Nas melhores ferramentas, os backups são repetidos a cada 30 segundos ou menos;
  • restrição de acesso: limita o acesso à ferramenta apenas para aqueles que têm login e senha previamente criados, impedindo que qualquer pessoa visualize, por exemplo, o prontuário do paciente.

Enfim, ao seguir essas dicas de proteção de dados, você reduz as chances de ser alvo de ataques de hackers, garantindo o sigilo profissional. Com isso, os seus pacientes ficarão mais confortáveis em expor suas questões.

metodologia imedicina

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